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Clínica Experts

Antes de fundar uma das clínicas mais concorridas de Moema, Gabriela Pacômio tentou a moda. Saiu do colégio direto para a área, mas nunca se encontrou ali. Foi ainda adolescente, ao ver as primeiras estrias surgirem no próprio corpo, que sua trajetória mudou de rumo.
A consulta que virou promessa
A mãe levou Gabriela a uma profissional para tratar as estrias. A consulta não correu bem: a especialista foi debochada e sem nenhum cuidado na forma de lidar com uma adolescente já insegura com o próprio corpo.
"Eu falei: vou encontrar como que trata a estria e vou deixar outras mulheres, outras jovens, felizes."
Foi dali que nasceu a decisão. Gabriela começou um curso de estética ainda no primeiro semestre da faculdade de moda, se apaixonou pela área e emendou a graduação em biomedicina, cursando as duas ao mesmo tempo, estética de manhã e biomedicina à noite.
O nascimento da primeira clínica
O primeiro consultório nasceu de um infortúnio. A mãe de Gabriela tinha uma loja simples perto do zoológico de São Paulo, que sofreu um assalto de madrugada. Ninguém se machucou, mas o abalo foi suficiente para que ela nunca mais quisesse voltar ao espaço.
Foi a brecha que Gabriela precisava. Reformou o local e abriu ali a primeira versão da clínica Pacômio, num sobrado alugado de um senhor de 90 anos, com um salão de cabeleireiro de alta rotatividade ao lado e um banheiro compartilhado nas condições mais precárias possíveis.
A solução foi pouco convencional: uma parceria informal com a lanchonete da frente, para que as pacientes pudessem usar o banheiro de lá. Durou três anos.
"Até ontem atendi uma paciente e falei: 'Olha, você é dos primórdios, já usou muito o banheiro da esfiharia.'"
Os primeiros pacientes
Sem Instagram e sem clínicas de referência para se comparar, Gabriela construiu a base do negócio com panfleto impresso, banner e a força da loja de rua. As pessoas passavam, perguntavam, experimentavam, gostavam e traziam amigos e família.
A virada, segundo ela, não veio da técnica. Veio da experiência e do vínculo criado com cada paciente, do costume de sentar para conversar.
O desafio da pandemia
Em 2020, Gabriela precisou fechar as portas e não tinha nenhuma reserva guardada. Para pagar as contas, chegou a vender ring lights pela internet.
Foi esse aperto que a levou a contratar a primeira pessoa fora da operação: alguém para ajudar a entender, de fato, quanto custava cada procedimento. Descobriu que várias vezes estava pagando para trabalhar.
"Hoje, dentro de cada procedimento, a gente tem uma porcentagem reservada para que a clínica sobreviva um ano fechada, se precisar."
As crenças por trás da venda
Hoje Gabriela também mentora outros profissionais da área. O ponto de partida das mentorias não é a técnica, e sim as crenças que travam quem já domina a técnica há anos.
O exercício que aplica é simples: escrever num caderno os bloqueios pessoais e depois imaginar que conselho daria se fosse uma amiga contando a mesma história.
"Não dá para ficar aqui só no glamour de experiência e acolhimento, no final do dia a gente tem que vender, porque é um negócio."
Hoje Gabriela compartilha rotina, bastidores e resultados no Instagram @clinicapacomio.
Confira a entrevista completa no Spotify ou YouTube:
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