Inteligência Artificial
Prática clínica
Clínica Experts Med

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas clínicas em diferentes etapas da jornada do paciente e agora, esse cenário passa a contar com um novo marco regulatório.
A Resolução CFM nº 2.454/2026, publicada em fevereiro e em vigor desde 26 de agosto de 2026, estabelece diretrizes para o desenvolvimento, a utilização e a governança de soluções de inteligência artificial na medicina. A norma também define critérios para classificação de risco, transparência, proteção de dados, supervisão humana e responsabilidades relacionadas ao uso da tecnologia.
Para quem administra uma clínica, a mudança traz uma pergunta importante: não basta saber se a clínica usa IA. É preciso saber como, onde e para quê ela está sendo utilizada.
O que a resolução do CFM estabelece?
A resolução reconhece a inteligência artificial como uma ferramenta que pode apoiar a prática médica, inclusive em decisões clínicas, gestão em saúde, pesquisa e educação médica continuada.
Ao mesmo tempo, estabelece um princípio fundamental: a IA não substitui a autonomia e a decisão final do médico.
Em decisões diagnósticas, terapêuticas ou prognósticas, cabe ao profissional avaliar criticamente as informações produzidas pela tecnologia e decidir se aceita ou não suas recomendações. A norma também determina que o uso da IA não comprometa a relação médico-paciente e que o paciente seja informado de maneira clara quando a tecnologia for utilizada como apoio relevante em seu cuidado.
Ou seja: a tecnologia pode ampliar capacidades, mas a responsabilidade profissional e a decisão humana continuam no centro do cuidado.
Nem toda IA utilizada em uma clínica tem o mesmo nível de risco
Esse é um dos pontos mais importantes para o gestor. A resolução estabelece quatro categorias de risco: baixo, médio, alto e inaceitável.
A classificação considera fatores como o potencial impacto sobre os direitos e a saúde dos pacientes, a finalidade do sistema, seu grau de autonomia, o nível de intervenção humana e a quantidade e sensibilidade dos dados utilizados.
Isso significa que não basta dizer que uma clínica "usa IA". É preciso entender:
Qual IA está sendo utilizada?
Para qual finalidade?
Quais dados ela utiliza?
Quanto de autonomia ela possui?
Existe supervisão humana?
Uma ferramenta destinada a apoiar processos administrativos e operacionais, por exemplo, não necessariamente apresenta o mesmo perfil de risco de uma solução que influencia uma decisão clínica. Por isso, a classificação deve considerar a finalidade e as características de cada sistema.
E esse é um ponto importante na escolha de uma tecnologia para a clínica. Uma boa solução de IA precisa fazer aquilo para o qual foi desenvolvida, dentro de limites claros e adequados à sua finalidade.
No Clínica Experts, a Anna é uma inteligência artificial que foi desenvolvida para apoiar a operação e a gestão das clínicas médicas, assumindo diferentes tarefas da rotina e ajudando equipes a ganhar tempo e organizar processos nas clínicas e consultórios de forma segura e com a autonomia definida pelo gestor.
Ela pode atuar em diferentes frentes, como atendimento, agendamento, organização de informações, transcrição de atendimentos e apoio às equipes. A proposta é ampliar a capacidade da operação sem substituir o profissional de saúde em suas decisões clínicas.
Essa distinção é fundamental porque a melhor IA para uma clínica é a que faz aquilo que precisa ser feito, no lugar certo e de forma assertiva.
O que muda para quem já utiliza IA?
A nova resolução torna ainda mais importante conhecer as ferramentas que já fazem parte da operação e mapear a melhor forma de utilizá-la.
Esse levantamento ajuda o gestor a entender quais tecnologias estão sendo utilizadas e qual é o papel de cada uma.
Informe o paciente quando necessário
A resolução determina que o uso de IA seja comunicado e explicado aos pacientes, reforçando que esses sistemas funcionam como apoio e não substituem a autoridade e a decisão humana sobre o cuidado.
Transparência passa a fazer parte da relação com a tecnologia.Isso significa que a clínica precisa considerar não apenas como a IA funciona internamente, mas também como seu uso será comunicado ao paciente.
Crie critérios para escolher novas tecnologias
A nova regulamentação também traz uma oportunidade para os gestores revisarem a forma como escolhem ferramentas para suas clínicas.
Ela resolve um problema real da operação?
Como o fornecedor trata segurança e privacidade?
E onde a IA pode fazer diferença na gestão?
Grande parte da discussão sobre inteligência artificial na saúde está concentrada no uso clínico, mas existe outro espaço em que a tecnologia já pode gerar impacto importante: a operação da clínica.
Atendimento, agendamento, comunicação, organização de informações e tarefas repetitivas consomem tempo diariamente. Quando essas atividades podem ser apoiadas por tecnologia, a equipe ganha espaço para se dedicar ao que realmente exige atenção humana. É nessa frente que soluções como a Anna, do Clínica Experts, ganham relevância.
A Anna reúne diferentes capacidades em uma única experiência e pode apoiar a equipe em tarefas da rotina, como atendimento pelo WhatsApp, agendamento, transcrição de atendimentos e organização de informações.
O objetivo é ampliar a capacidade da equipe e tornar a operação mais eficiente. E, à medida que a inteligência artificial evolui, a tendência é que ela passe a participar de cada vez mais processos da gestão, sempre respeitando os limites definidos para cada finalidade.
A nova era da IA exige critério crescendo junto à inovação, e com a regulamentação do CFM cria-se um ambiente em que conhecer a tecnologia passa a ser parte da responsabilidade de quem decide adotá-la. Essa é uma forma mais madura de incorporar inovação à gestão.
A inteligência artificial pode ajudar uma clínica a atender melhor, organizar processos, reduzir tarefas repetitivas e dar mais tempo à equipe. O Clínica Experts reúne tecnologia, conhecimento e soluções inovadoras para levar clínicas e consultórios ao próximo nível de evolução.
Conheça o ecossistema Clínica Experts.
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