Gestão
Prática clínica
Clínica Experts Odonto

Um termo de consentimento genérico, baixado da internet e usado para qualquer procedimento, resolve o problema de ter algo assinado, mas não protege a clínica de fato. O termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) em odontologia precisa refletir o procedimento específico, os riscos reais e a linguagem que o paciente entendeu.
Por que um termo genérico não é suficiente
Procedimentos diferentes carregam riscos diferentes: uma extração de siso não tem o mesmo risco de um clareamento dental. Usar o mesmo texto para os dois enfraquece o documento, porque não fica claro se o paciente foi informado sobre o risco daquele procedimento específico.
Em caso de dúvida ou reclamação, esse detalhe pesa. Se um paciente questiona depois um resultado insatisfatório ou uma complicação, o primeiro documento que a clínica precisa apresentar é justamente esse termo, e um texto genérico demais dificulta provar que a orientação foi específica para aquele caso.
O que o TCLE odontológico precisa conter
O documento precisa descrever o procedimento em linguagem acessível, os riscos e possíveis complicações, as alternativas de tratamento quando existirem, e a confirmação de que o paciente teve espaço para perguntar antes de assinar. Também deve haver identificação clara do profissional responsável e a data do atendimento. Vale também registrar, de forma objetiva, o que foi combinado sobre cuidados pós-procedimento, já que boa parte das dúvidas e reclamações de paciente surge justamente na fase de recuperação, quando a orientação verbal já foi esquecida.
Assinatura em papel x assinatura eletrônica
Consentimento em papel exige arquivamento físico, é fácil de perder e depende de o paciente estar presente fisicamente para colher a assinatura. A assinatura eletrônica resolve isso mantendo o documento no histórico digital do paciente, associado à ficha e ao restante do prontuário, sem depender de pasta ou gaveta. Isso também facilita quando o paciente troca de unidade dentro da mesma rede de clínicas ou quando um profissional diferente precisa consultar o histórico de consentimentos já assinados, sem depender de pasta física guardada numa unidade específica.
Quando revisar o termo de consentimento
É necessário revisar o modelo sempre que a clínica passar a oferecer um novo procedimento, quando a legislação ou a orientação do conselho de classe mudar, ou quando um caso específico exigir explicação mais detalhada. Manter um responsável jurídico validando o texto reduz o risco de o termo ficar desatualizado. Clínicas que atendem vários procedimentos diferentes se beneficiam de um modelo de TCLE específico para cada tipo de tratamento, em vez de um único texto genérico ajustado às pressas conforme o caso.
Isso reduz o risco de a clínica descobrir, só na hora de uma reclamação, que o termo usado não cobria de fato o procedimento questionado. Com o CliniDocs, da Clínica Experts, é possível manter o modelo de TCLE por procedimento, coletar a assinatura eletrônica do paciente (com validade jurídica ICP Brasil) e guardar tudo já vinculado ao prontuário, sem depender de papel arquivado em pasta.
1








