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Clínica Experts

O novo episódio do CliniTalks trouxe uma história marcada por empreendedorismo, mudança de vida e visão de oportunidade. Natural do interior de Minas Gerais e atualmente vivendo em Balneário Camboriú (SC), onde fica a sede da sua holding, Luiz Fernando Carvalho compartilhou uma trajetória que começou muito antes do sucesso nos negócios.
Vocação para o empreendedorismo
Formado em Publicidade e Propaganda, ele passou por diferentes fases até encontrar um modelo de negócio com grande potencial de expansão. Teve uma produtora de vídeo, trabalhou de forma não remunerada para ganhar experiência e, antes disso, chegou a vender picolé na rua.
Desde cedo, demonstrava disposição para trabalhar, aprender e enxergar oportunidades. Mas, por muito tempo, como ele mesmo conta, olhava para tudo, menos para si. Na época, o estigma acerca do autocuidado entre homens prevalecia.
“Eu tinha vergonha até de secar o cabelo com o secador.”
O diagnóstico que mudou sua vida
A rotina intensa, os maus hábitos e a falta de cuidado com a própria saúde fizeram com que ele chegasse a um ponto de virada: o diagnóstico de câncer. A partir dali, precisou rever não apenas sua alimentação e sua rotina de treinos, mas também a forma como conduzia a própria vida.
Depois do diagnóstico, passou a cuidar melhor da saúde, mudar hábitos e buscar mais qualidade de vida. Porém, mesmo com alimentação ajustada e treino constante, percebeu que os resultados começaram a estagnar.
Foi nesse momento que entrou em um universo que, até então, parecia distante: o de clínicas, autocuidado e estética.
Em uma das situações que marcaram o início dessa nova percepção, ele se viu sentado na recepção de uma clínica, cercado por cerca de 20 mulheres. Desconfortável com a situação, ao encontrar uma conhecida entre as demais pacientes, chegou a dizer que estava ali apenas para fazer a publicidade do local.
Identificando a dor do mercado
A cena, que poderia parecer apenas um episódio curioso, revelou uma dor real: muitos homens queriam cuidar da aparência, da saúde e do bem-estar, mas não se sentiam pertencentes aos ambientes tradicionalmente voltados ao público feminino.
A partir disso, ele começou a enxergar uma oportunidade pouco explorada no mercado.
Antes de chegar ao modelo ideal, testou diversos serviços. Passou por podologia, massagem e outros atendimentos, sempre analisando não apenas a experiência do cliente, mas também a viabilidade comercial de cada serviço.
Com olhar de publicitário e mentalidade empreendedora, avaliava o que os homens mais procuravam, quais serviços tinham maior aceitação e quais poderiam sustentar um negócio escalável.
O sinal mais forte veio quando, em um único dia, viu cerca de 50 homens buscando atendimento de depilação na clínica. Naquele momento, percebeu que não estava diante de uma tendência passageira, mas de uma demanda reprimida.
“Quando eu cheguei na clínica e tinha 50 homens em um dia, eu vi que precisava virar franquia.”

A franquia Homenz nasceu em um momento desafiador
Mesmo em um cenário improvável, durante a pandemia, ele decidiu apostar na expansão. Enquanto muitos acreditavam que abrir franquias naquele momento era uma loucura, ele vendeu 15 unidades.
Depois disso, entrou em uma aceleradora e viveu um salto ainda maior: vendeu 100 franquias em 90 dias.
O crescimento confirmou que a visão inicial fazia sentido. Mais do que vender serviços, o negócio resolvia uma barreira de comportamento, pertencimento e experiência para um público que ainda não se via representado nesse setor.
A mentalidade sempre foi de crescimento
Em apenas seis meses de negócio, escreveu no Instagram a meta que norteia seu trabalho até hoje: “rumo a 500 clínicas”. Muita gente riu. Afinal, ele estava no interior de Minas Gerais e falava em construir uma rede nacional de franquias.
Hoje, já alcançou metade desse número.
A trajetória mostra que grandes negócios nem sempre nascem de uma estrutura perfeita. Muitas vezes, eles surgem da capacidade de observar uma dor real, testar caminhos, validar hipóteses e continuar avançando mesmo quando outras pessoas não enxergam o mesmo potencial.
“Uma coisa eu tinha certeza: eu não ia desistir até chegar onde eu queria.”
Confira a entrevista completa no Spotify ou YouTube.
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