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Clínica Experts

Antes de ter nome ou CNPJ, a LypeDepyl já tinha duas unidades vendidas. É esse tipo de detalhe que resume bem o jeito de empreender de Leyde e Jhosy Ludwig, duas irmãs do interior de Santa Catarina que uniram histórias completamente diferentes para construir uma rede de franquias de depilação a laser que faturou 25 milhões no ano passado, com mais de 30 unidades espalhadas pelo Brasil.
No CliniTalks deste episódio, as duas fundadoras falaram sobre o que vai além dos números: os 8 meses estudando o mercado antes de abrir a primeira unidade, a decisão de desligar franqueados que não entregavam o padrão da rede e a visão de que crescer rápido demais sem base sólida é o caminho mais curto para desmoronar.
Dois backgrounds, uma mesma lacuna no mercado
Leyde veio do franchising. Quase duas décadas de experiência em expansão de redes, tendo construído uma das maiores redes de emagrecimento saudável da América Latina antes de chegar à LypeDepyl. Jhosy vinha de outro lado: anos locando equipamentos de depilação para clínicas e dando consultoria comercial para as mesmas clínicas que atendia.
Foi nessa consultoria que Jhosy percebeu algo que definiria o DNA da franquia.
"As pessoas da área da saúde estudam para entregar um tratamento bem feito, mas a parte de gestão e de atendimento para conversão de venda não é explicada em nenhuma faculdade."
Quando as duas se sentaram para desenhar o projeto, a pergunta que guiou tudo não era sobre equipamento nem sobre localização. Era sobre experiência: o que estava faltando para o paciente que já existia no mercado?
8 meses sendo cliente da concorrência
Antes de abrir qualquer unidade, Lady e Josie passaram oito meses frequentando clínicas concorrentes como pacientes comuns para sentir na pele o que incomodava.
"O momento mais estressante que a gente tinha era saber que ia ter a depilação."
A sessão em si virou um ponto de estresse e ali estava a oportunidade. Cada gatilho de desconforto que identificavam como clientes virou um ponto de diferenciação dentro da LypeDepyl: a poltrona, o roupão, o cafezinho e o jeito de recepcionar.
Excelência que começa antes do atendimento
Um dos princípios mais repetidos pelas fundadoras ao longo do episódio é que o padrão de qualidade começa na seleção de quem vai atender o paciente.
A LypeDepyl tem um processo de entrevista e aprovação de franqueados com perguntas estratégicas para identificar perfil comportamental. Quem não passa não entra, independente da disposição para investir. E quem entra, mas deixa de entregar o padrão da rede, é desligado.
"A gente não vai arriscar um investimento de grandes franqueados que acreditam na marca para segurar pessoas que não querem entregar excelência."
O interessante é que essa postura é validada pela própria rede: quando um desligamento acontece, são os próprios franqueados que dizem que já demorou.
Crescer sim, mas com base
A LypeDepyl tem meta de chegar a 350 unidades até 2030. É um crescimento agressivo para qualquer padrão, mas o episódio deixou claro que velocidade, para as fundadoras, é consequência de estrutura.
Houve um momento no início da rede em que a aceleração veio antes da maturidade. A resposta foi parar, reorganizar processos e só depois retomar a expansão.
Esse segundo ciclo começa agora, com uma aceleradora parceira, equipe preparada e sistema integrado que permite acompanhar em tempo real o que acontece em cada unidade da rede. A inteligência artificial entra nesse contexto como ferramenta operacional: atendimento no WhatsApp, leads que não somem e dashboards que antecipam problemas.
O que fica da conversa
Perto do final do episódio, Jhosy trouxe a frase que talvez resuma melhor o espírito das duas:
"O empreendedor hoje precisa ter as ferramentas certas para transformar um problema em solução. Se ele carregar o problema, ele se frustra e volta a ser CLT."
Essa é a descrição prática de como a LypeDepyl foi construída: identificando o que o mercado deixava a desejar, transformando cada ponto de atrito em diferencial e construindo uma rede que, quatro anos depois, os próprios franqueados não querem largar.
Confira a entrevista completa no Spotify ou YouTube:
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