Conheça 5 áreas da Medicina que têm poucos profissionais e muita demanda
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Se você está entre os mais de 270 mil médicos formados no Brasil nos últimos 15 anos, se depara com uma realidade desafiadora. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), há 2,8 médicos por mil habitantes no país. Pesquisa Demografia Médica no Brasil, ainda estima que, até 2035, mais de 1 milhão de médicos estarão em atividade.
Apesar da alta competitividade e dificuldade de inserção no mercado, existem áreas ainda pouco exploradas dentro da profissão, que podem ser uma boa oportunidade de se destacar. Neste artigo, você vai descobrir 5 áreas da Medicina que têm poucos profissionais e muita demanda.
Alto número de profissionais para pouca especialização
O estudo Demografia Médica no Brasil de 2025 mostra que, diante desse cenário, o número de médicos generalistas, ou seja, sem título de especialização, cresceu nos últimos seis anos, passando de 153,8 mil, em 2018, para 244,1 mil, em 2024.
De acordo com dados da pesquisa, o número de vagas em residência médica, modalidade de especialização para médicos formados, não acompanhou o número de profissionais graduados, e isso fez com que houvesse mais pessoas se formando em Medicina do que oportunidades para especialização, em especial, para áreas de maior interesse, como Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral e Ginecologia e Obstetrícia.

Por que algumas especialidades atraem menos profissionais?
Existem diversos motivos que fazem com que certas especialidades médicas sejam menos procuradas. Entre os principais, se destacam:
- Especialidades regulamentadas recentemente tendem a ser menos conhecidas ou pouco difundidas no país.
- Áreas que demandam mais anos de estudo e treinamento podem desencorajar alguns profissionais.
- Especialidades associadas a jornadas de trabalho mais longas ou a um estilo de vida menos equilibrado costumam afastar interessados.
- A procura também varia conforme as necessidades de saúde de cada região, tornando algumas áreas mais escassas em determinados contextos.
- O avanço tecnológico também influencia a escolha, já que algumas especialidades dependem de recursos de ponta ou possuem limitações ligadas a esses avanços.
Conheça as 5 áreas da Medicina que têm poucos profissionais e muita demanda
Focar nas 5 áreas da Medicina que têm poucos profissionais e muita demanda pode ser uma das formas mais eficazes de garantir relevância no mercado médico. Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil, entre as áreas com menos profissionais atuantes e que têm demanda aumentada nos últimos anos, estão:
1. Medicina de Emergência
Atuando em situações críticas e urgentes, com risco imediato à vida, a Medicina de Emergência só foi reconhecida oficialmente em 2016.
O profissional pode trabalhar em prontos-socorros, UTIs, SAMU e unidades de emergência, com salários que vão de R$ 8,2 mil (inicial) a R$ 11 mil (média nacional).
2. Genética Médica
Responsável por diagnosticar e tratar doenças hereditárias e predisposições genéticas, essa especialidade vem ganhando relevância com o avanço dos testes genéticos e da medicina personalizada.
Grande parte da demanda está na Pediatria, com aconselhamento a pais que desejam ter filhos. A remuneração média é de cerca de R$ 7,8 mil.
3. Radioterapia
Com o aumento dos casos de câncer, cresce também a necessidade de radioterapeutas. Essa especialidade utiliza radiação ionizante para tratar tumores, minimizando danos aos tecidos saudáveis.
A faixa salarial varia de R$ 6,6 mil a R$ 16,4 mil.
4. Medicina Física e Reabilitação (Fisiatria)
Focada na reabilitação de pacientes com lesões e doenças, essa área cresce com o aumento da longevidade da população. Entre os avanços recentes, estão terapias robóticas para vítimas de AVC, exoesqueletos para mobilidade e neuromodulação para reabilitação neurológica.
O fisiatra pode atuar em centros de reabilitação, hospitais, clínicas multiprofissionais e até no esporte, com média salarial de R$ 9,5 mil por 24 horas semanais.
5. Medicina Nuclear
Utilizando substâncias radioativas para diagnóstico e tratamento, a Medicina Nuclear é uma área promissora, impulsionada pelo avanço tecnológico e pelo crescimento das clínicas especializadas.
A remuneração média é de R$ 4 mil para 20 horas semanais.

Outras áreas em alta e com poucos especialistas
Cirurgia de mão – escassez de cirurgiões especializados em tratar lesões e doenças nas mãos e punhos.
Medicina Esportiva – crescimento impulsionado pelo aumento da prática de atividades físicas.
Cirurgia Torácica – lida com doenças e lesões no tórax, com alta demanda e poucos profissionais.
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial – essencial para diagnósticos, mas com baixa oferta de especialistas.
Em um cenário de constantes mudanças na saúde, investir em uma das 5 áreas da Medicina que têm poucos profissionais e muita demanda pode abrir portas para uma carreira sólida, com mais oportunidades e valorização. Seja pela paixão pela área ou pela estratégia profissional, investir em um nicho carente de mão de obra pode ser o diferencial que pode colocar você entre os especialistas mais requisitados do país.
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